
O Ilustrador
Soneto para Carlos Pileggi
@cadjoo
É de se ver a classe, nobre e gentil colega
Da espada quente q’em tuas mãos desliza
Abranda est’alma em teu sopro, tua brisa
Que não mais vaga vadia, errante e cega
Sei bem os caminhos que nos fogem à regra
Os desvios da fé e os hiatos da nossa história
Sei bem seus sonhos e de vossa entrega
Incandescentes preces, de tua memória
Quão duro o que faz, nobre e servil rapaz
D’ áspera pedra jaz, este feixe de luz que emana
Adaga banhada em ocre, ilustras a dor mundana
Sois vossas palavras, seu prumo e serventia
Sois intenção e gesto, na falta de garantia
Sois vossas vicissitudes,
rabiscadas na noite fria.