soneto "o ilustrador"
página187,  poesia

O Ilustrador

Soneto para Carlos Pileggi

@cadjoo

 

 

É de se ver a classe, nobre e gentil colega

Da espada quente q’em tuas mãos desliza

Abranda est’alma em teu sopro, tua brisa

Que não mais vaga vadia, errante e cega

 

Sei bem os caminhos que nos fogem à regra

Os desvios da fé e os hiatos da nossa história

Sei bem seus sonhos e de vossa entrega

Incandescentes preces, de tua memória

 

Quão duro o que faz, nobre e servil rapaz

D’ áspera pedra jaz, este feixe de luz que emana

Adaga banhada em ocre, ilustras a dor mundana

 

Sois vossas palavras, seu prumo e serventia

Sois intenção e gesto, na falta de garantia

Sois vossas vicissitudes,

                         rabiscadas na noite fria.

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